se eu tivesse prisão de ventre
não sofreria com o meu destino
pois hoje – não importa o quanto me concentre
quem vence é o meu intestino
se num momento inoportuno
acendo um belo cigarro
pode ser num peugeot, fiesta ou num uno
meu cocô quer ver é o carro
sorte minha fotografia não cheirar
se o fizesse, estaria em apuros
ia feder como o mais poluído ar
e você ia me cobrar com juros
como vê, em matéria de escatologia
eu posso dar até aula
procuro, incessante, a magia
que vai me tirar dessa jaula.



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